Fundadora da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, Santa Paulina deixou um legado de fé, serviço aos pobres e amor ao próximo.
Rebecca Borges, Show Católico | Fonte: Juliana Borga, Paulinas
Celebrada em 9 de julho, Santa Paulina é reconhecida como a primeira santa canonizada que viveu e realizou sua missão no Brasil. Nascida na Itália, em 1865, com o nome de Amabile Lúcia Visintainer, chegou ao país ainda criança com a família, estabelecendo-se em Nova Trento, em Santa Catarina.
Desde cedo demonstrou forte vocação religiosa e sensibilidade diante do sofrimento dos mais necessitados. Em 1890, fundou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, primeira congregação religiosa feminina criada em território brasileiro, dedicada ao cuidado dos doentes, idosos, órfãos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Anos depois, mudou-se para o bairro do Ipiranga, em São Paulo (SP), onde ampliou sua missão junto a crianças órfãs e ex-escravizados, sempre marcada pela simplicidade, humildade e serviço ao próximo.
Mesmo enfrentando graves problemas de saúde nos últimos anos de vida, incluindo a perda da visão e amputações causadas pela diabetes, Santa Paulina permaneceu fiel à sua missão até sua morte, em 9 de julho de 1942.
Em 2002, foi canonizada por São João Paulo II, tornando-se a primeira santa reconhecida pela Igreja Católica cuja missão foi construída em solo brasileiro. Seu testemunho continua inspirando os fiéis a viverem a caridade, a esperança e a confiança em Deus.
Entre suas frases mais conhecidas estão: "Tudo por Jesus e nada para nós" e "Nunca, jamais, desanimeis, embora venham ventos contrários", expressões que sintetizam sua fé e seu legado.