Pastoral destaca desigualdade histórica e reforça urgência de políticas públicas e ação social
Rebecca Borges, Show Católico | Fonte: CNBB
A falta de moradia digna ainda é um dos principais desafios sociais do país, afetando milhões de brasileiros e evidenciando desigualdades históricas. O tema ganha destaque com a Campanha da Fraternidade 2026, que neste ano aborda “Fraternidade e Moradia”.
Em entrevista à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, o coordenador da Pastoral da Moradia e Favela, Frei Marcelo Guimarães, destacou que o problema da habitação no Brasil tem raízes históricas profundas, ligadas à desigualdade social e à concentração de terras.
Segundo ele, milhões de famílias vivem hoje em condições precárias ou inadequadas, enquanto o país também registra um grande número de imóveis vazios, evidenciando um desequilíbrio no acesso à moradia.
A pastoral atua incentivando a organização das comunidades e apoiando iniciativas que buscam melhores condições de vida nas periferias, além de defender políticas habitacionais mais eficazes e participativas.
Para o religioso, a moradia deve ser reconhecida como um direito fundamental, essencial à dignidade humana, assim como a alimentação. Ele também ressalta a importância da mobilização da Igreja e da sociedade para enfrentar essa realidade.
A Campanha da Fraternidade, segundo ele, contribui para ampliar o debate e promover ações concretas, especialmente por meio da Coleta Nacional da Solidariedade, que apoia projetos sociais em todo o país.
Entrevista completa: Larissa Carvalho CNBB e Frei Marcelo - coordenador da Pastoral da Moradia e Favela